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Série de reportagens “Caminhos Farroupilhas” aborda o legado da Revolução para a identidade gaúcha

Projeto especial da Setur busca preservar a memória histórica do estado

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O Laçador   (Porto Alegre)
O Laçador (Porto Alegre-RS) - Foto: Gustavo Granata Germano

Faltam dois meses para a as comemorações da Semana Farroupilha, evento que é celebrado no Rio Grande do Sul e por gaúchos espalhados em várias outras partes do mundo. Para marcar a edição de 2025, a Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul (Setur) produzirá uma série de conteúdos especiais que será publicada nos canais oficiais da pasta 

Chamada de "Caminhos Farroupilhas", a série foi criada com o objetivo de valorizar a identidade cultural do povo gaúcho, estimular o turismo regional e preservar a memória histórica do estado.  

Entardecer na querência
Entardecer na querência - Foto: Marco Santierri

"Até num bronze de praça vive a raiz da querência" (Pedro Ortaça) 

Quem visita o Rio Grande do Sul, logo percebe a presença da história e da cultura entrelaçadas em praticamente todos os lugares. As influências da Revolução Farroupilha podem ser vistas e sentidas em toda parte: na arquitetura e nos monumentos, nas músicas e nos nomes de importantes cidades, como Bento Gonçalves, Garibaldi ou Piratini.  

Foi a partir da Revolução Farroupilha que a identidade do gaúcho se consolidou em torno de um conjunto de elementos culturais, históricos, sociais e geográficos, moldada pela convivência com os povos indígenas locais e a presença africana, aliada à cultura dos imigrantes europeus, resultando em uma fusão única de culturas. 

Até os dias de hoje, o sentimento de pertencimento se mantém forte entre os gaúchos e é manifestado em atitudes como cantar o hino do estado em estádios de futebol. O gaúcho se orgulha por conhecer e celebrar a sua história, contada e recontada por gerações de artistas, pesquisadores e pessoas comuns. 

Cavalos em Forma
Cavalos em Forma - Foto: Vanessa Severo

Com este pampa na garupa, em qualquer lugar que eu ande (Iedo Silva) 

O pampa e suas vastidões no sul da América do Sul, compartilhado com os vizinhos  Argentina e Uruguai, foi o ambiente em que o gaúcho surgiu, adaptado à dureza da vida no campo e aos invernos rigorosos, que moldaram a alma e a relação profunda com a terra e a natureza. 

Com a proximidade geográfica, os gaúchos também compartilham com os vizinhos a musicalidade expressada em gêneros como o chamamé e a milonga. As canções tradicionalistas ou nativistas, frequentemente acompanhadas de gaitas e violões, contam histórias de bravura, saudade e amor à terra 

Na literatura, autores como Simões Lopes Neto e Erico Verissimo retrataram o modo de vida dos habitantes desse pedaço do mundo. A poesia campeira é rica em expressões que resistem ao tempo. O modo de ser do gaúcho é caracterizado por um forte senso de comunidade, evidente nas rodas de chimarrão e ao redor do fogo de chão, em que se compartilham tradições e saberes. 

Churrasco Campeiro
Churrasco Campeiro - Foto: Delvair Camargo

Por maior que tu sejas, Rio Grande, caberás sempre dentro de mim (Simão Goldman) 

Setembro é um mês especial para os gaúchos. A Semana Farroupilha, celebrada anualmente de 13 a 20 de setembro, se tornou um momento em que as tradições do estado são expressadas com entusiasmo e paixão. As festividades são marcadas por desfiles, apresentações artísticas, provas campeiras e os acampamentos farroupilhas.  

A história do Rio Grande é cheia de momentos épicos - as Missões Jesuíticas, a Guerra Cisplatina, a imigração alemã e depois a imigração italiana, a Revolução Federalista, a Revolução de 1930, entre tantos outros -, mas nenhum outro evento é tão celebrado e discutido quanto a Revolução Farroupilha; nenhum outro sintetiza de forma tão autêntica a identidade gaúcha    

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